Um fim de semana em Brighton, na Inglaterra

por | out 15, 2016

Conhecida como a cidade dos amantes e a capital gay da Inglaterra, Brighton guarda surpresas bem agradáveis. Ela carrega a fama de ser o local escolhido pelos casais “extraconjugais” que buscam um lugar “mais liberal” para traírem seus cônjuges com suas (seus) amantes. A expressão “dirty weekend in Brighton” ou, em tradução livre, “fim de semana da maldade em Brighton” é velha conhecida dos britânicos.

Além disso, a cidade é a capital gay da Inglaterra, com uma das maiores paradas gay do Reino Unido. É também cheia de estudantes festeiros no auge dos seus 20 anos, entre eles muitos brasileiros que vão estudar inglês no exterior.

Uma cidade bem preparada pro turismo, com grandes lojas de departamento como Top Shop, Primark, H&M, além dos restaurantes básicos da Inglaterra como Pret a Manger (lanchonete saudável), Wahaca (Mexicano), Ask (Italiano).

Mas não foi nem uma coisa nem outra que nos levou a essa pequena cidade da costa sudeste da Inglaterra. Brighton estava lá perdida na lista de dicas sobre o que conhecer nos arredores de Londres e, como já estávamos por perto, resolvemos passar o fim de semana por lá.

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Muitos turistas fazem bate-volta, mas acho uma tremenda injustiça e muita correria passar só um dia na cidade. Faça chuva, faça sol, o local tem um charme diferente das demais cidades inglesas.

Cinquenta minutos de trem separam Londres de Brighton. A passagem varia de 8£ a 27£, dependendo do horário, e você pode comprá-la em duas das principais estações: London Bridge e Victoria.

Fora de temporada, dá pra encontrar hotéis facilmente, sem necessidade de reserva. Achamos um para o mesmo dia, o Brighton Harbour Hotel, por 280£ (2 noites pra 2 pessoas). Bonito, bem decorado, bem localizado, só  tivemos problemas com o aquecedor do quarto e com um pouco de barulho do bar ao lado no sábado à noite. Fora isso, o hotel é super gostoso e ótimo custo x benefício.

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o que fazer por lá

Brighton é relativamente compacta e dá pra fazer tudo a pé. Da estação de trem até a orla são 15 minutos andando e as principais atrações da cidade estão concentradas nesse pedaço. São quatro: A The Lanes, o Royal Pavillion, o British Airways i360 e os Piers, que dão um toque todo especial à orla de pedrinhas.

De um lado da orla está o West Pier. Construído em 1866 e fechado em 1975, hoje não resta nada além de uma carcaça de ferro no mar, mas é de lá que se fazem as melhores fotos do pôr-do-sol (quando ele resolve dar o ar da graça).

Perto dali fica o British Airways i360, a torre panôramica móvel mais alta do mundo, com 138 metros de altura. Criado por Marks Barfield Architects, os mesmos criadores da London Eye, o mirante foi inaugurado em agosto de 2016 e tem uma vista maravilhosa da cidade. A entrada custa 15£, mas comprando online sai mais em conta.

Poucos metros separam um píer do outro. O legal é caminhar de volta pela orla de baixo, onde ficam as lojinhas e  as tendas de comida, principalmente frutos do mar. Tem tudo que você pode imaginar: caranguejo, lagosta, anchova, moreia, camarão e por aí vai. As tendas normalmente vendem em pequenas e grandes porções, não é tão barato, mas são fresquinhos e deliciosos. Por ser uma antiga cidade de pesca, lá você encontra os melhores frutos do mar do país.

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Na ponta esquerda da praia fica o Brighton Pier, a marca registrada da cidade. Inaugurado em 1899, é um dos mais antigos do mundo ainda em funcionamento. A entrada é gratuita e o píer é cheio de restaurantes, bares, além de um mini parque de diversões, com aquela vibe de filmes kitsch da década de 60. Bom pra passear de mãos dadas com o namorado, tomando sorvete.

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Brighton também guarda uma história interessante. O que hoje é o Royal Pavilion foi a antiga casa de veraneio do Príncipe Regente, que mais tarde se tornaria o Rei George IV. Ele recebeu a indicação médica de se mudar pra perto do mar, já que a água salgada tem poderes terapêuticos. Aí descobriu o quanto é bom morar na praia, quebrou os protocolos da monarquia inglesa, mandou construir sua residência real  e se mudou de vez pro litoral.

Em estilo indiano, o Royal Pavilion mais parece o Taj Mahal. Dizem que é bem bonito por dentro, mas eu preferi admirar a beleza da fachada – ou simplesmente não tava afim de pagar pelo ingresso de 17£ (se comprar online sai por 11£).

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Em um único dia dá pra conhecer todos os lugares que citei no post. Reservamos o segundo dia pra passear pelo meu lugar preferido de Brighton, a The Lanes, um emaranhado de ruelinhas cheias de boutiques, pubs, cafés e ótimos restaurantes. É uma delícia bater pernas naquele labirinto de antiquários, lojas de decoração, jóias e marcas famosas. Quando cansar de andar, escolha o pub que mais te agrada, peça uma pint ou uma taça de vinho, e fique ali admirando o vai e vem das pessoas. Um charme só.

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