Amsterdam: Roteiro de 3 dias na capital holandesa

por | dez 26, 2011

“Estou voltando de Tel Aviv e, já que você não veio pra cá, que tal nos encontrarmos na Europa? Que tal Amsterdam?” Procura passagem daqui, pesquisa dali, faz as contas do mês, coça as mãos e pensa: Essa vida aqui você só vive uma vez, garota! Vai lá ser feliz!
E foi assim, de um minuto pro outro, que fui passar uns lindos dias em Amsterdam. Fui ali viver o meu breve conto de fadas!

amsterdam

A passagem comprei em cima do laço, mas acabei conseguindo uma bela promoção pela British Airways (que super indico), por R$1.700,00, já com taxas de embarque e dividida em 6 vezes.

Foi a minha segunda vez na capital holandesa. Na primeira, eu já tinha me apaixonado por aquela cidade cheia de charme, de arquitetura do século 17, de canais, de bicicletas, de liberdade cultural e sexual do povo, de pessoas tão bonitas, altas e educadas.

Cheguei numa noite linda de outono, aquele friozinho ainda gostoso, turistas e mais turistas andando pra lá e pra cá. Em Amsterdam há estações de trem e metrô dentro do próprio aeroporto. É bem fácil de achar porque tudo é sinalizado. A primeira coisa é saber se você deve pegar metrô, tram (com A mesmo), ônibus ou trem. Esqueça os táxis, eles são caros e o transporte público te leva pra todos os lugares. O trem de Schipol Airport até a Centraal Station sai por EUR 4,20.

Ahhh Amsterdam, quanta saudade eu tive de você! Uma das cidades mais incríveis que já fui na vida. Foram 3 dias de andanças e a cada esquina uma foto!

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Dia 1 – os principais museus da cidade

Primeiro, claro, um café da manhã delícia num daqueles restaurantes tipicamente holandeses. Pequeno e charmoso, parecendo a sala da casa da amiga. Um sanduiche de atum com suco de laranja por EUR 8,00.

Pra economizar nos museus e atrações que queríamos ir, compramos o Holland Pass, um card no valor de EUR 49,50 (tem também de 24,50 e 39,50) que te dá livre acesso alguns museus e atrações, além de descontos em restaurantes e lojas diversas. Com ele, economizamos cerca de EUR 20,00 na viagem.

O primeiro museu do dia foi o Rijksmuseum. Um casarão lindo, do mesmo arquiteto da Centraal Station (a estação central de trem), com uma coleção fantástica de obras de arte, principalmente do pintor Holandês Rembrandt. Não confundir com o Museu da Casa de Rembrandt, que foi onde o pintor viveu, também é uma atração de Amsterdam, mas certamente não é lá que você vai encontrar as principais obras do artista.

Dali rumo ao Vondelpark, pra relaxar a mente e ficar um pouco de bobeira. Um parque lindo, lugar bom pra deitar na grama e ficar olhando o céu ou para o que mais lhe atrair no momento.

A segunda parada foi o Museu Van Gogh, um dos meus preferidos da vida. Van Gogh é desses artistas de brilhar os olhos e o museu é sensacional. Os Girassóis, o Auto-retrato, A Noite Estrelada, O Quarto, tá tudo lá! Aquelas telas que você ouviu falar no colégio e na faculdade bem ali na sua frente. Coisa linda!

Terceiro (e último!) museu do dia, a Heinekein Experience que, na verdade, não é um museu, mas uma boa e agradável experiência cervejística. Lá você aprende como a cerveja é feita e no final do tour degusta uma Heinekein bem fresquinha. Tá que a famosa cerveja holandesa nem é considerada boa por aquelas terras, mas esse é um passeio super legal de se fazer. E a Heinekein sabe, como poucas, promover maravilhosamente bem sua marca e o gosto da cerveja acaba passando batido depois da experiência.

Fim do primeiro dia e depois de tanta cultura, à noite foi bom pra conhecer coffee shops, jantar, voltar pro hotel e descansar pro dia seguinte.

Dia 2 – Alugar uma bicicleta e passear pela cidade

Mas não foi nada disso que fizemos… tava um sol lindo, céu azul, dia bom pra andar sem destino. A cidade é toda plana, daquelas que você anda quilômetros e não se cansa. No caminho, o Moinho dos ventos bem assim no meio da cidade, o zoológico, café da manhã na Delicatessen charmosinha de gente simpática, educada e bonita, pit stop esperto numa pracinha pra deitar no banco, ouvir música no ipod e ver as nuvens passar. Foto nessa esquina, foto naquela ponte, foto daquelas janelas e dessas motocas. Foto, foto, foto. E no fim da tarde uma paradinha no Waterlooplein Market, o mercado das pulgas de Amsterdam, onde você encontra raridades a preços baixíssimos. Ótimo pra comprar lembrancinhas pros parentes.

Amsterdam é uma cidade cheia de (bons) artistas de rua. Como nosso hotel era na Dam Square e ali é bem centrão da cidade, o que não faltava era atração de rua. Ficamos umas horinhas ouvindo a música de um, o show de mágica do outro. Sem pressa.

De noite o destino era outro – o Red Light District. Depois de uma parada no Bulldog, o primeiro e mais famoso coffee shop de Amsterdam, fomos passear pelo bairro da luz vermelha, aquele em que as garotas de programa ficam na vitrine vendendo seus corpitchos aos turistas e locais, diferente de tudo que já tinha visto na vida. A profissão mais antiga do mundo regulamentada pelo governo. Sim, garota de programa também paga imposto por lá.

 

Dia 3 – não ir embora nunca mais, pode?

Aproveitei a manhã pra fazer comprinhas na H&M. Com EUR 100,00 (cerca de R$250,00) comprei 2 vestidos, 3 calças, 1 echarpe. E daí que tomei a decisão de não mais comprar roupa no Brasil! Outra loja fabulosa é a Sabon, que vende produtos de beleza. Um esfoliante M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O por EUR 21,00 (cerca de R$50,00). Ô Europa querida   como te quero bem!

No terceiro e último dia decidimos repetir as andanças dos dias anteriores. Canais, pontes, ruazinhas lindas, mais uma visitinha no Waterlooplein e, no final do dia, um passeio de barco pelos canais, onde se tem outro ponto de vista da cidade. Super vale à pena, uma hora de passeio e mais mil fotos. E o melhor, como tínhamos o Holland Pass, o passeio saiu de graça. Mas tem que prestar atenção de qual estação o seu barco sai e a que hora e, pra isso, você vai ter que abrir o bocão e perguntar de doca em doca. Nós quase desistimos, mas conseguimos encontrar a doca certa e lá fomos nós, pelos canais de Amsterdam ao pôr-do-sol.

Jantarzinho à noite e café antes de voltar pro hotel. E assim foram meus dias de conto de fadas em Amsterdam, na companhia de um lindo israelense, que mora em Nova York e que eu conheci em Pipa. Coisa pra contar pros netos mesmo!

 

o que conhecer

  • Red Light District (o bairro onde as prostitutas se vendem nas vitrines)
  • Museu Van Gogh (o nome já diz)
  • Rijksmuseum (o museu do Rembrandt)
  • Mercado de pulgas de Waterlooplein (pra comprar lembrancinhas de viagem e cacarecos baratinhos)
  • Vondelpark (um parque lindo, pertinho dos museus Van Gogh e Rembrandt)
  • Heineken Experience (a cervejaria da Heineken)
  • Casa de Anne Frank (se você já leu o livro ou, ao menos, conhece a história dela, é imperdível. É a casa onde a judia ficou escondida com a família por dois anos, durante a 2ª Guerra. De chorar!)
  • Moinhos de vento (ficam espalhados pela cidade. Lindos!)
  • Passeio de barco pelos canais
  • Dam Square (a praça central, onde ficam a Zara, H&M, museu Madame Tussauds…)
  • Coffee Shops (Extasy, Bull Dog… vá em todos quantos conseguir. E aproveite pra apreciar o amarelo de Van Gogh depois!)

 

Refund no aeroporto – Não esqueça de pegar o seu tax refund no aeroporto. Como turista e cidadão não europeu, você pode receber de volta as taxas das suas compras feitas por lá. Dos EUR 100,00s que gastei na H&M recebi R$24,00 de volta.

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