Nova York, passeios, compras e muito mais

por | dez 30, 2013

nova york

É um crime escrever sobre Nova York em um único post, assim como também é um crime ir a Nova York uma única vez na vida. Se estiver com preguiça, vai lá pro fim do texto e leia só as dicas. Mas se você, como eu, é um apaixonado pela Big Apple, viaja aí comigo.

Nova York é daquelas cidades que me fazem derreter só de falar o nome. É como uma paixão platônica que se carrega pela vida, digna de suspiros, risinho de canto de boca e olhinhos se fechando.

Fui à Big Apple pela primeira vez em 2002, pouco tempo depois do 11 de setembro. Eu era apenas uma garota de 20 anos e morava nos EUA na época. Me apaixonei pela altura dos prédios, pelas pessoas bem vestidas, pelo Central Park e pelos artistas do metrô.

Voltei à cidade em 2013 com minhas amigas de infância, Edna e Fernanda, e a mãe da Edna, Tia Maria Alice. Não pisava nos Estados Unidos há 11 anos, então o turbilhão de emoções tomou conta de mim já na escala em Miami. Que saudade daquela época e de tudo que vivi. Eu amo os Estados Unidos (me julguem!). E eu amava aquela vida.

Desembarquei no JFK num sábado de manhã. Se você tem pouca bagagem (e é aconselhável que tenha, pra poder voltar com ela cheia) e pouco dinheiro,  que era meu caso, sugiro que pegue o shuttle do aeroporto até a estação de metrô e lá compre o MetroCard. Eu comprei o de uma semana, que era o tempo exato que ficaria na cidade (USD30,00, com viagens ilimitadas). O metrô de Nova York tem uma das maiores malhas do mundo, funciona 24h por dia e é por ele que você vai se locomover com mais frequência.

Ficamos hospedadas no Wellington Hotel , em Midtown. Super bem localizado, atendimento excelente, a três quadras do Central Park e próximo (mas fora) da muvuca da Times Square. Pegamos uma ótima promoção no Decolar.com. O quarto quadruplo ficou em R$1600,00 pra cada uma, por 7 noites. Levando em conta que hotel é o ítem mais caro da cidade, foi uma pechincha.

Mas então que era sábado à tarde e a gente tava eufórica, apesar das 10 horas de vôo. Decisão unânime: Century 21 djá! E eu me pergunto: Por que, Meu Deus, por que eu fui na Century 21 no primeiro dia? Logo eu, que tinha tanta certeza de que não compraria um alfinete. E então que gastei metade do meu dinheiro ali, numa singela tarde de sábado, no PRIMEIRO DIA DE VIAGEM. Roupas, óculos, bolsas, acessórios, tudo tão absurdamente barato que me senti na obrigação de comprar.

HARLEM

Domingo foi dia de assistir uma missa Gospel no Harlem. A Abyssinian Church é a igreja mais famosa da região e, justamente por isso, a fila dava voltas no quarteirão. Mas ali perto tem um monte de igreja com o mesmo propósito, onde os cantores negros americanos dão um show. Assisti à missa na Mother Zion, ali pertinho (W137th St., entre Lenox e 7a. Avenida), tranqüila para entrar e com culto muito bonito.

Depois da missa fomos almoçamos no Sylvia’s, o restaurante mais famoso do Harlem. Lugar lotado de turista, comida mais ou menos e música ao vivo. A não ser que você goste de seguir o roteiro das agências de viagens, pode pular a visita.

Nova York não é um lugar muito seguro, muito menos o Harlem. Quando você sai do circuito missas gospel pode ser ainda mais perigoso. Então, aja como se estivesse em pleno Rio de Janeiro e mantenha os olhos abertos! Voltamos caminhando pelo Morningside Heights e presenciamos um assalto cinematográfico. Uma menina apareceu do nada correndo pela rua e gritando “Stop him”, com uma multidão atrás do assaltante. Uns 6 segundos depois, oito carros de polícia (eu disse: 8 carros de polícia) fecharam todas as ruas pra capturar o bandido. Do momento do assalto até a chegada da polícia se passaram uns 15 segundos. Taí a big diferença pro nosso Hell de Janeiro.

5ª Avenida 

Como não se sentir poderosa andando pela 5ª Avenida? Gucci, Dior, Balenciaga, MAC, Valentino. A Nova York dos filmes está ali. Nesse momento, até a garota mais sem sal do planeta vai se achar muito gata. Vale passear por lá no fim da tarde e admirar a moda inacessível pras contas bancárias de reles mortais como eu.

Segunda foi dia de passear pela cidade com as meninas. Metrô até o Rockefeller Center e de lá pro Top of the Rock . Para admirar o skyline de NY você tem algumas opções, entre elas: Top of The Rock e Empire States. Se quiser ir aos dois, procure ir num de dia e noutro à noite. Eu preferi o Top of the Rock porque já tinha ido no Empire States. Além disso, por US$29,00, você vê o Empire States a sua frente e o Central Park atrás.

Do topo de Nova York partimos pra Grand Central, uma das principais portas de entrada da cidade. A intenção era uma só: comer no Shake Shack, o melhor hamburguer de NY. E de lá, bater pernas na Macys pra fechar o dia.

CENTRAL PARK E ARREDORES

As meninas estavam na vibe das compras e foram pra Woodbury na terça. Eu, como já tinha gastado metade da minha grana no primeiro dia, queria bater pernas pela cidade. Dia lindo, céu azul, frio gostoso. Destino: Central Park.

O parque é gigantesco e você pode visita-lo à pé, mas a melhor e mais divertida opção é certamente pedalando. E de bicicleta você consegue chegar a locais que dificilmente iria a pé.

Aluguei uma bicicleta no Bike and Roll, no Columbus Circle (pechichando saiu por USD30,00, duas horas de aluguel). Vale pegar um mapa no centro de visitantes e parar nos pontos indicados pra relaxar ou fotografar.

O Metropolitan Museum  fica colado no Central Park. Cheguei por lá ao meio dia, depois da minha pedalada matinal (ai como eu sou chique em pedalar no Central Park) e passei a tarde com meu amigo Dudu pelos corredores do Met.

Se você é fã de museu, não vale combinar o passeio pelo Central Park com a ida ao Met. O local é enorme e talvez você precise de mais de um dia para conhecê-lo. Mas eu já conhecia o museu, então foi a combinação perfeita. Um detalhe, mesmo que o preço de entrada seja sugerido a US$20,00, você pode pagar o que quiser. Eu paguei 10.

CHELSEA E DOUGHNUTS

Mas o dia não terminou por aí (haja joelho!). Fim de tarde fomos passear pelas galerias escondidas de Chelsea. Entre as ruas 26 e 30 e avenidas 10 e 11 tem um monte de galeria de arte moderninha e gratuita. Dica que só quem mora lá pode te dar. É em Chelsea também que fica o melhor donut do mundo. O Doughnut Plant engorda os nova-iorquinos com omeletes e donuts suculentos deste 1994! Também é em Chelsea que fica a B&H Photo , meca dos apaixonados por fotografia, onde gastei outra grande parte do meu dinheiro.

MEMORIAL 11 DE SETEMBRO

Quarta foi dia de acordar cedo pra visitar o Memorial do 11/9 . A lembrança mais marcante de quando fui à Nova York em 2002 eram dos escombros do WTC e das flores espalhadas pelos tapumes. A alternativa que fizeram pra ocupar o lugar foi de construir duas grandes piscinas com cachoeiras que parecem cair pra dentro terra e o nome das vítimas gravados no mármore. É lindo e emocionante.

    CHINATOWN E LITTLE ITALY

    Conexão tragédia para a área mais colorida da cidade – Little Italy e Chinatown. Em Chinatown perca-se pelas lojinhas se você é fã de quinquilharia e não se importa em comprar produtos falsificados a preços incríveis. Se a sua pegada é outra, tem dois lugares imperdíveis no bairro: o Mahayana Buddhist Temple, um templo budista bem na entrada da Manhattan Bridge, aberto todos os dias das 8h às 18h. Na lojinha do 2º andar você encontra produtos esotéricos e bijous lindas. E o Columbus Park, a cereja do bolo de qualquer vista a Chinatown, onde uma legião de chineses ficam cantando e jogando jogos tradicionais, num clima super família.

    Almocei em Little Italy, bairro vizinho, com restaurante tradicionalmente italiano. Prato + vinho + sobremesa me custaram US$15,00. Mais em conta que qualquer almoço rotineiro no Rio.

    BROOKLIN E WALL STREET

    Joelhos em frangalhos, mas eu sou brasileira e não desisto nunca. De Little Italy para a ponte do Brooklyn. Um fim de tarde incrivelmente lindo!

    Se você ainda tiver tempo, vale voltar da ponte do Brooklyn em direção a Wall Street, ali pertinho. No centro nervoso financeiro de Nova York aproveite para conhecer Charging Bull. Reza a lenda que passar a mão nas bolas do touro dá sorte. A essa altura eu precisava de sorte pra chegar viva no hotel depois de andar 345 km ao longo do dia.

    WEST VILLAGE E SOHO

    Penúltimo dia em Nova York e a minha vontade de não ir mais embora era latente. Tirei esse dia pra passear por Meatpacking District, West Village e Soho. Primeira parada na Highline, uma antiga linha de trem de 2,5 Km de extensão, que se transformou num parque lindinho, com vista para o rio Hudson e o skyline de Manhattan.

    Pit Stop no Chelsea Market, um mercado que funciona numa antiga fábrica de biscoitos, com lojinhas de doces, restaurantes e utensílios, para um lanche rápido e segui pro Meatpacking District. Nos anos 80 esse bairro era um antro da prostituição, mas nos anos 90 as grifes e os restaurantes famosos tomaram conta do lugar, hoje frequentado por gente descolada e moderninha.

    O Meatpacking fica colado em West Village. E é lá que fica a casa da ídola de quem tem mais de 30 – Carrie Bradshow. Parada pra foto (porque glamour eu tenho, só me falta o Manolo Blahnik) num dos bairros mais agradáveis de Nova York, e de lá pro Soho.

    Soho é o lugar pra ver e ser visto em Nova York. Onde as celebridades, modelos e fashionistas caminham despercebidos. Se você é desses que curtem garimpar lojinhas diferentes, bares e cafés moderninhos, talvez não queira nunca mais sair de lá…

    No meu último dia acordei bem cedo e peguei o metrô até o Brooklyn. A vista de Brooklyn Heights Promenade é espetacular. De lá você tem uma visão privilegiada pro skyline de Manhattan e pra Estátua da Liberdade. Vale passar uma manhã por lá. Voltei de Ferry Boat pra Manhattan e acabei com o resto do meu dinheiro na Century 21, porque extravagância não se faz sempre nessa vida.

     

    IMPERDÍVEIS:

    • Central Park – sempre que puder
    • Ed. Dakota – onde assassinaram John Lennon
    • High Line – de norte a sul, da 34 (Chelsea) até o Meatpacking District
    • Memorial 9/11 – ex-Torres Gêmeas (é impactante)
    • MOMA – museu de arte moderna, sexta-feira tem entrada livre
    • Metropolitan – enorme. Reserva no mínimo uma tarde pra isso
    • Missa gospel no Harlem
    • Musical – se tiver grana. Mas compre um ingresso nos quiosques da Tickets. Para o mesmo dia é até metade do preço.
    • Times Square à noite – pra ver a cidade que nunca dorme
    • Top of the Rock ou Empire States (ou os dois) – onde você tem a melhor vista da cidade
    • Little Italy e Chinatown – os bairros mais coloridos da cidade
    • Brooklyn Heights Promenade – pra ver o skyline de NY por um outro ângulo
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