20 dias de mochilão e trilhas por Peru e Bolívia

por | dez 11, 2014

Sabe aquela música do Netinho: “Tudo começou há um tempo atrás na Ilha do Sol…”? Pois foi lá, na Isla del Sol, no lago Titicaca, que comecei a viagem mais incrível da minha vida. Foram 20 dias, 2 países, muitas trilhas, R$3 mil de investimento e uma certeza: uma nova Camila nasceu ali, na mesma terra onde nasceu minha bisavó materna.

Fazer um mochilão sozinha pela América do Sul pode parecer complicado ou perigoso, a princípio. Mas basta se planejar, ler muitos blogs e conversar com quem já esteve por aquelas bandas, que tudo dá certo.

Aí embaixo te conto o segredo da felicidade (e da economia). Agora, se liga, o roteiro que fiz não é o ideal, mas eu precisava adequar agendas. E, no final, foi muito melhor que poderia ter sido. Ouve essa música aqui e viaja comigo!

 

o roteiro

Dia 1 – Rio – Lima – Cusco (avião) + Pernoite no ônibus de Cusco pra Copacabana
Dia 2 – Copacabana (pernoite)
Dia 3 – Copacabana – Isla del Sol (barco) (pernoite)
Dia 4 – Isla del Sol – Copacabana (barco) + Ônibus pra La Paz (pernoite La Paz)
Dia 5 – La Paz (pernoite)
Dia 6 – La Paz (pernoite)
Dia 7 – La Paz + Pernoite no ônibus pra Uyuni
Dia 8 – Salar de Uyuni (pernoite)
Dia 9 – Salar de Uyuni (pernoite)
Dia 10 – Salar de Uyuni + pernoite no ônibus pra La Paz
Dia 11 – La Paz – Cusco (avião) (pernoite Cusco)
Dia 12 – Cusco (pernoite)
Dia 13 – Cusco (pernoite)
Dia 14 – Trilha Salkantay (pernoite em barraca)
Dia 15 – Trilha Salkantay (pernoite em barraca)
Dia 16 – Trilha Salkantay (pernoite em barraca)
Dia 17 – Trilha Salkantay – Águas Calientes (pernoite no hotel)
Dia 18 – Subida a Machu Pichu + retorno a Cusco à noite (trem) (pernoite em Cusco)
Dia 19 – Cusco – Lima (avião) (pernoite em Lima)
Dia 20 – Lima – Rio (avião)

 

PRIMEIRA PARADA: Bolívia 

Copacabana

Foram cerca de oito horas de viagem de Cusco a Copacabana, num ônibus bem confortável. A cidade é o ponto de partida pra Isla del Sol, no lago Titicaca. Um clima praiano agradável, mas com bastante frio devido à altitude de 3800m.

Um dia é suficiente por lá. Dá pra conhecer a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (a mesma que deu nome ao bairro carioca), de caminhar pela avenida principal, cheia de lojinhas de artesanato super coloridos, de subir o Cerro Calvário e de terminar o dia em um dos diversos restaurantes com preços muito econômicos.

No pôr-do-sol, o mais bonito da vida, a dica é sentar num bar de frente pro lago, pedir um Pisco Sour e provar a famosa truta do lago Titicaca, que é de fato deliciosa.

Importante: você vai sentir a altitude anyway. Eu só tive dor de cabeça e tomei remédio pra isso, mas tem gente que tem enjoo, piriri e por ai vai. Então, reserve uns dois dias só para aclimatação.

lago titicaca bolívia

Como chegar:

De Cusco a Copacabana – Ônibus semi-cama da empresa Trans Copacabana, por 50 soles, 8h de viagem. A passagem você pode comprar direto no terminal de ônibus em Cusco.

Atenção: A fronteira entre Peru e Bolívia é atravessada a pé. Ouvi dizer que é para minimizar o tráfico de drogas na região. Então, fica ligado nos horários de funcionamento, porque se estiver fechada você vai ter que esperar até o dia seguinte.

Onde (não) ficar: 

Hotel Colonial del Mar – é uma porcaria e não indico a ninguém. É bem localizado e muito barato (30 bolivianos a diária com banheiro compartilhado), mas o local é sujo, o café da manhã é ruim e a internet não funciona direito.

Onde comer:

Restaurante Flor de mi Tierra – tem happy hour todo dia e WiFi gratuito. Pedir um pisco sour ou um chá de coca no terraço e assistir ao pôr-do-sol.

Comi a melhor truta da vida na rua principal de Copacabana. Não lembro o nome do restaurante, mas escolha algum que ache charmosinho e prove o prato principal da cidade.

 

Isla del Sol

Muita gente diz sentir uma energia especial em Machu Picchu, mas eu senti isso na maior ilha do lago Titicaca. O lugar é inacreditavelmente lindo, a cultura é forte e os moradores são orgulhosos de suas tradições. Segundo as lendas, a ilha seria o berço da civilização Inca, onde nasceram Manco Capac e Mama Ocllo, fundadores do império.

Acordei cedinho pra pegar o barco de Copacabana pra lá. São duas horas de viagem, com saídas às 8h30 e às 13h30. Você pode comprar a passagem em uma das milhares de agências em Copacabana, por 25 bolivianos.

BOLIVIA

Existem maneiras diferentes de fazer esse passeio, mas, seguindo as dicas dos blogs e de amigos, preferi atravessar a ilha a pé e dormir por lá. Peguei o barco pra parte norte, onde fomos recebidos por um senhor boliviano que nos guiou até a Roca Sagrada. No caminho, a beleza do Titicaca é impressionante. O lago, de água azul transparente, mais parece mar de tão grande. É lindo, incrível, magnifico, encantador.

Depois de 1h30 de caminhada chegamos à parte mais alta da ilha, onde o guia conta as histórias sobre a civilização pré-inca e sua espiritualidade. A energia desse lugar é tanta que não contive as lágrimas. Pachamama (a madre de tierra) começava, então, a abençoar meus dias.

isla del sol lago titicaca bolívia

A trilha pra parte sul começa da Roca Sagrada e são cerca de 10 km. Parece fácil, mas os 4 mil metros de altitude, entre subidas e descidas, faz o trajeto durar cerca de 3 horas e o fôlego falhar em grande parte do tempo.

Pra quem decide fazer o trekking é fundamental deixar o mochilão em Copacabana e levar pra ilha apenas uma muda de roupa, casaco, protetor solar, boné, óculos, comidinhas e muita água, pois não há lugar pra comer ao longo do caminho. É importante levar dinheiro extra para pagar os “pedágios” cobrados durante a trilha (e que não são informados pelas agências). São cerca de três, no total de uns 20 bolivianos.

isla del sol lago titicaca bolívia

Agora, se você é ligado em conforto, não passe a noite por lá. A hospedaria em que fiquei era até bonitinha e a cama bem confortável, mas o banheiro não tinha porta e foi complicado tomar banho num chuveiro a conta gotas. Se não dormir por lá, ainda assim dá pra fazer o trekking e pegar o último barco que sai às 15h30 da parte sul para Copacabana.  Mas, vai por mim, durma lá e assista ao maior espetáculo da terra!

por do sol isla del sol titicaca bolívia

Como chegar:

O barco de ida e volta pra Ilha sai por 50 bolivianos e você pode comprar em qualquer das agências de Copacabana.

Os horários são:
Copacabana-Isla: 8h30 e 13h30
Isla-Copacabana: 10h30, 15h e 16h

Onde ficar: 

Há alguns hotéis (nem sempre baratos) na parte sul. Ou converse com os locais até achar uma hospedaria, que foi o que fiz. Fiquei num quarto com banheiro, tipo bangalô, por 30 bolivianos.

Onde comer:

Em qualquer restaurante com vista pro lago para admirar o pôr-do-sol.

 

La Paz

Ainda na Ilha do Sol conheci dois paulistas super gente boa e fomos juntos pra capital boliviana. Pegamos o ônibus de Copacabana pra La Paz às 13h30. A chegada na cidade é marcante, primeiro porque a gente chega por El Alto e vê a capital lá embaixo, parecendo uma grande favela, com casas no tijolo aparente para não pagarem impostos ao governo. Além disso, o comércio informal acontece no chão das ruas e a sujeira está por todo lugar. As cholitas, aquelas mulheres que carregam crianças enroladas em panos coloridos nas costas, também estão por todos os lados. É um lugar interessante, para o bem ou para o mal. Passei 3 dias na cidade e achei pouco. É muita cultura e muita beleza pra se ver e viver.

la paz bolivia

la paz bolivia

Veja nesse post aqui 4 passeios imperdíveis na capital da Bolívia.

Como chegar:

De Copacabana a La Paz são cerca de quatro horas de viagem. A passagem você pode comprar em qualquer das agências de viagem na rua principal de Copacabana, no valor médio de 30 bolivianos.

Onde ficar:

Loki hostel – Avenida America 120. Super bem localizado, cheio de jovens e festas todos os dias. O quarto pra 4 pessoas com banheiro privativo e chuveiro maravilhoso saiu por 60 bolivianos a noite. Tem Wi Fi nas áreas comuns. Fica próximo ao terminal de ônibus (o táxi saiu por 12 bolivianos), mas dá pra ir andando se tiver disposição.

Onde comer:

Tierra Sana – restaurante vegetariano com comida barata e deliciosa! Um risoto saiu por 36 bolivianos. Calle tarija 213
Mercado Lanza – comida típica boliviana. A batata recheada e os sucos naturais são deliciosos. Cerca de 8 bolivianos o lanche.

 

Salar de Uyuni

O melhor de viajar sozinha é a quantidade de gente legal que se conhece no caminho. Eu ia sozinha pro Salar do Uyuni, mas dei a sorte de conhecer duas mineiras que toparam ir pra lá comigo.

salar de uyuni

Foram 12h de La Paz até Uyuni, porta de entrada do Salar, num ônibus chinfrim, com terra entrando por todos os lados. Logo no desembarque, uma infinidade de agentes de viagem tentando vender o tour, que pode ser de 1, 2 ou 3 dias. Todas as agências oferecem basicamente o mesmo tour e muitas delas tem diversas reclamações de motoristas bêbados ou de ressaca. Fechamos o de 3 dias com a Thiago Tours. Recomendo.

A única coisa que eu sabia sobre o Salar de Uyuni é que poderia fazer ótimas fotos em perspectiva. O que sei agora é que lá é o mais perto de Marte que eu poderei chegar nessa vida. Cada lugar é mais surreal que o anterior. Deserto, vulcões, lagoas psicodélicas, flamingos, o maior salar do mundo, pedras que parecem esculpidas a mão e gente do mundo inteiro babando com tudo aquilo.

salar de uyuni

salar de uyuni

salar de uyuni

Éramos 6 pessoas na off road, quatro brasileiros e dois alemães. Nosso guia 4 em 1 (guia, motorista, mecânico e cozinheiro) era bem engraçado, mas parecia estar de saco cheio da profissão. E deve ser bem cansativo ficar fora de casa, dirigindo por milhas e milhas, tantos dias por mês.

No 1º dia, o tour sai de Uyuni às 10h e passa pelo Cemitério de Trens, segue pro Salar e depois pra Isla del Pescado. Não esqueça o boné e os óculos escuros, porque o sol refletido no sal branco queima os olhos.

salar de uyuni

Sabe aquelas fotos em perspectiva que as pessoas parecem estar no céu? Provavelmente foram feitas no Salar. É um lugar incrível! A Isla del Pescado, que fica no meio do Salar, é um pequeno morro com cactos gigantescos e pra andar por lá tem que desembolsar 30 Bolivianos.

salar de uyuni

Passamos a noite no hostel de sal. Atendentes educados, ótimo jantar, mas não tinha água pra tomar banho. E nesse dia eu descobri que ficaríamos os próximos dois dias também sem banho. Pra nós, brasileiros, isso é o fim. Os gringos não se importaram muito com isso.

Uma dica: lenços humidecidos. Essencial num país onde chuveiro é ítem de luxo.

No 2º dia fomos ao pequeno Salar de Chiguana, passamos por vulcões, pela Árvore de Pedra e pela majestosa Laguna Colorada. Aquela coloração vermelha da lagoa é coisa de outro mundo! E a quantidade de flamingos fazendo pose por lá renderam milhares de fotos. Lindos de viver!

Almoço foi na beira da estrada a la propaganda do Marlboro.

salar de uyuni

salar de uyuni

salar de uyuni

A hospedaria do 2º dia era um verdadeiro muquifo! Ainda bem que as companhias eram incríveis e passamos o tempo fotografando o céu mais estrelado do mundo, numa noite que devia estar abaixo de 0º.

No 3º e último dia acordamos às 4h, com um frio de -7º, pra chegar bem cedinho nos gêiseres. De lá pra Laguna Verde e então pras Águas Termales, piscinas de água quente natural, onde se pode tomar banho.

salar de uyuni

Esse último dia é curto e aí quem vai pro Chile segue pra San Pedro do Atacama, quem fica na Bolívia enfrenta 7h de volta pra Uyuni, que foi o que fizemos. Chegamos na cidade a tempo de tomar um banho, tomar uma Paceña (a cerveja tradicional da Bolívia) e se preparar pras 12h de perrengue na volta a La Paz.

É preciso espírito aventureiro e desapego à vaidade e à higiene para fazer essa viagem. Mas uma vez na Bolívia, o Salar é obrigatório e imperdível!

salar de uyuni

laguna verde salar de uyuni

Como chegar: 

Diversas empresas fazem a viagem de La Paz pra Uyuni. Dura cerca de 12 horas e custa de 90 a 180 bolivianos. Eu fechei o mais barato (empresa Panamericana) e me arrependi. O ônibus era um lixo e a poeira da estrada entrava por todos os cantos.

Esse tour só pode ser feito com guia e de veículo off road, moto ou, se você for maluco como o Fabrício, brasileiro que conheci em La Paz, de bicicleta. Mas é extremamente complicado e perigoso fazer a rota por conta própria.

Se começou a viagem pela Bolívia, a porta de entrada é a cidade de Uyuni. Se estiver no Chile, partirá da cidade de San Pedro de Atacama. Em ambas as cidades existem diversas agências vendendo o tour de 1, 2 ou 3 dias. Pesquise bem antes de comprar pra não cair em furada. Eu fechei com a Thiago Tours – Av. Arce esquina com Peru. tiagotours@hotmail.com. O tour de 3 dias custou 700 bolivianos + 150 de taxas do parque nacional.

Onde ficar:

A não ser que você pague caro, você vai dormir em hospedarias bem precárias. Cada noite é num refúgio diferente, simples, com banheiro sujo e sem chuveiro. Falam que “hay ducha caliente”, mas eu não vi.

O que ver:

O roteiro é o mesmo com todas as agências, não tem como fugir. Mas isso não chega a ser uma coisa ruim. Sou uma viajante que gosta de fazer as coisas por conta própria, mas lá é impossível.

O tour mais indicado pelo Salar é o de 3 dias e não pense em fazer o de 1 ou 2 dias porque não vai valer a pena. As paisagens mais lindas só o de três dias te proporcionam.

Onde comer:

Os próprios guias preparam todas as nossas refeições, que estão inclusas no valor do tour.

 

Próxima parada: Peru 

Cusco

Cusco em Quechua significa umbigo do mundo e, pela quantidade e diversidade de gente dos quatro cantos do mundo que vi por lá, a cidade não poderia ter nome mais propício. A antiga capital do Império Inca está a 3400m de altitude. É uma cidade cosmopolita, cheia de gente, cheia de vida.

Os muros do império Inca, com pedras de até 13 toneladas milimetricamente encaixadas, se espalham pela cidade e arredores.

Como fui de avião de La Paz pra lá, cheguei cedo, deixei as coisas no hostel e tive tempo de fazer o City Tour na parte da tarde. Foi um passeio barato, mas a única coisa que valeu a pena foi a aula de história que o guia deu. Fora isso, é tudo tão corrido, que não consegui aproveitar de verdade cada lugar. O tour passa pelas igrejas da Plaza de Armas, o Museu de Koricancha, as ruínas de Qenqo, Puca Pucara e Sacsaywaman, lugar com pedras de até 120 toneladas, que foram transportadas (sabe-se lá como) de lugares bem longe dali. É lá que acontece o famoso INTI RAYMI, a festa do Sol, todo 24 de junho. 

cusco

Outro passeio importante pra se fazer, mas também muito corrido, é o do Vale Sagrado. É bom pra se familiarizar com a cultura Inca antes de chegar a Machu Picchu, mas não espere ter tempo pra nada fora do roteiro engessado.

Eu abandonei o tour duas vezes. Uma em Urubamba, onde preferi trocar o almoço no restaurante turístico pela caminhada na pequena cidade quase sem turistas. Outra foi em Ollantaytambo, uma cidade charmosinha, onde muitos turistas passam a noite antes de ir a Machu Picchu. As ruínas de Ollanta são lindas e, como abandonei o tour e fiquei na cidade, acabei conhecendo outras ruinas escondidas e pude aproveitar o fim de tarde pra fazer compras e tomar o primeiro Pisco Sour da viagem!

Se quiser ir pra lá por conta própria, tem diversas vans que fazem o trajeto de 2h, por cerca de 3 Soles.

arredores de cusco

vale sagrado cusco

arredores de cusco

O ideal pra conhecer os arredores de Cusco é contratar um guia particular. Dá pra pegar ônibus e vans pra todos esses lugares. Sai mais barato e você pode escolher quanto tempo ficar em cada um e o que realmente quer ver, ou não.

Era minha última noite livre em Cusco antes da tão esperada trilha Salkantay. Encontrei uns amigos argentinos que tinha conhecido no primeiro dia de viagem e caímos na night Cusqueña! E que noite… A Mama Africa é a boate mais conhecida, onde todos os turistas, mochileiros do mundo inteiro, se encontram. Ótima música, pessoas bonitas e muita diversão. E vá preparado, porque a noite lá só termina de manhã!

Outra coisa boa dessas viagens de mochila: as pessoas se reencontram no caminho. A amiga paulista que fiz em La Paz tinha acabado de chegar em Cusco e, no meu último dia antes de começar Salkantay, fizemos o free walk city tour, almoçamos o famoso Cuy e nos acabamos nas compras.

cui cusco

Cusco é uma cidade linda e três dias não são suficientes pra curtir DE VERDADE tanta coisa! Eu teria ficado, pelo menos, uma semana por lá, mas os 80km da montanha me esperavam.

Importante: O boleto turístico é fundamental pra fazer os tours em Cusco. O de 10 dias custa 130 Soles e dá acesso a diversos pontos turísticos. Você pode comprar na bilheteria de algum ponto turístico.

Como chegar:

Depende de onde você está, mas Cusco é uma cidade grande, com vôos e ônibus pra diversos lugares. Eu peguei um vôo de La Paz pra Cusco por USD 195, pela Amaszonas.

Onde Ficar:

Hostel Che Lagarto. Eu sou fã dessa cadeia de hostels. O de Cusco tem ótima localização (próximo a Plaza de Armas), atendimento excelente e quartos limpos com chuveiro maravilhoso. Calle Siete Cuartones 284. 30 soles o quarto para 6 meninas com banheiro privativo.

Onde Comer:

Restaurante Pacha Papa – provar o Cuy, um tipo de porquinho da índia típico do Peru.
Café La Valeriana – várias opções para café da manhã e almoço. Av. del Sol 

Trilha Salkantay para Machu Picchu

Uma vez que você decidiu conhecer Machu Picchu, agora tem que decidir como chegar lá. Há diversas formas: de trem, de ônibus ou, se você tiver preparo físico, por alguma das trilhas.

Quando ouvi falar da trilha Salkantay, uma rota alternativa pra quem vai caminhando até a cidade de Machu Picchu, a mais difícil e longa de todas, decidi que esse seria meu grande desafio – 80km, durante 4 dias, com 3 pernoites em acampamentos, até a cidade sagrada dos Incas.

O primeiro passo foi contratar uma agência e fiz isso ainda no Brasil. Chegando em Cusco entrei em contato com eles, que foram super atenciosos, me pegaram no hostel, entregaram o saco de dormir e dali me juntei ao grupo.

Você até pode fazer a trilha sozinho se for trekker experiente, mas com agência você não corre o risco de se perder, faz amizade com pessoas de todos os lugares do mundo, que estão na mesma vibe que você, conhece mais sobre a história e cultura do lugar (eu, como boa jornalista, enchia o guia Miguel – um fofo – de perguntas) e no fim do dia, quando chega no acampamento, sua barraca tá montada e sua comida pronta! E mais, as mulas que acompanham o trajeto podem levar sua mochila com até 5kg.

Nosso grupo tinha 15 pessoas, entre australianos, alemães, canadenses, americanos, franceses e ingleses. Eu era a única brasileira e tive sorte de todos serem pessoas fantásticas e muito companheiras.

Aqui nesse post eu conto o dia-a-dia desse trekking inesquecível e o que levar na mochila. 

 

o orçamento

Meu orçamento (excluindo a passagem RJ/Lima, os presentes e lembranças):

• Taxa embarque para Lima – R$233,49
• Seguro viagem – R$192,40
• Passagem Lima – Cusco – Lima (Lan Peru)– R$364
• Lanche em Lima – 12 Soles
• Jantar em Cusco – 12 Soles
• Taxi do aeroporto Cusco para terminal de ônibus em Cusco – 8 Soles
• Taxi do terminal para Plaza De Armas em Cusco – 8 Soles
• Água pequena em Cusco – 1,20 Soles
• Ônibus de Cusco a Copacabana – 50 Soles
• Café da manhã em Copacabana – 25 Bolivianos (bol)
• Água grande em Copacabana – 6 bol
• Hostel Colonial Del Lago – 30 bol
• Barco ida e volta para Isla del Sol – 50 bol
• Ingresso Ilha + guia – 10 bol
• Pedágios na trilha 15 bol
• Hospedaria Ilha – 30 bol
• Ônibus de Copacabana pra La Paz – 30 bol
• Jantar Tierra Sana – 36 bol
• Downhill na estrada da morte – 480 bol + 25 taxa do parque
• Jantar Hard Rock – 20 bol
• Passeio a Chacaltaya – 110 bol
• Teleférico – 6 bol
• Jantar Tierra Sana – 50 bol
•Batata recheada + suco no Mercado Lanza – 14 bol
• Lanche no Loki hostel – 21 bol
• Loki hostel (3 noites) – 205 bol
• Taxi hostel para terminal de ônibus em La Paz – 12 bol
• Ônibus La Paz para Uyuni – 100 bol
• Tour Salar de Uyuni – 700 + 150 bol taxas parque
• Café da manhã em Uyuni – 20 bol
• Cerveja em Uyuni – 30 bol
• Ônibus de Uyuni a  La Paz – 90 bol
• Taxi terminal de ônibus em La Paz para aeroporto – 60 bol
• Passagem de La Paz a Cusco pela Amaszonas – R$546
• Taxi aeroporto Cusco pro hostel Che Lagarto – 16 Soles
• City Tour Cusco – USD10,00
• Lanche no Bembos – 13 Soles
• Hostel Che Lagarto Cusco (2 noites) – 60 Soles
• Jantar Cusco – 45 soles
• Boleto Turístico – 130 Soles
• Tour Vale Sagrado – USD25,00
• Almoço numa lanchonete em Urubamba – 8 Soles
• Taxi de Ollantaytambo pra Cusco – 14 Soles
• Pisco Sour – 12 Soles
• Almoço restaurante Pachapapa – 42 Soles
• Supermercado – 30 Soles
• Mama Affrica – não lembro
• Saco de dormir pra trilha – USD15,00
• Aguas termales + bus em Santa Teresa – 15 Soles
• Cerveja – 20 Soles
• Água e banhos na trilha – 30 Soles
• Massagem em Águas Calientes – 55 Soles
• Cerveja – 10 Soles
• Almoço em Águas Calientes – 25 Soles
• Táxi hostel Che Lagarto pro aeroporto Cusco – 15 Soles
• Lanche aeroporto Cusco – 9 Soles
• Ônibus aeroporto-hostel em Lima – 5 Soles
• Hostel Pariwana em Lima (1 noite) – 38 Soles
• Almoço restaurante em Lima – 12 Soles
• Jantar restaurante Ayuasca em Lima – 25 Soles

REAIS – 1335,89
DÓLARES – 50,00 (2,60) – R$130,00
SOLES – 720,20 (1,00) – R$720,20
BOLIVIANOS – 2325,00 (/2,60) – R$894,23
TOTAL – R$3080,00

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